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E Chamou

E Chamou

Estamos sendo afetados por uma das maiores crises sanitárias dos últimos 100 anos.  Durante a primeira guerra mundial, de janeiro de 1918 até dezembro de 1920, a humanidade foi afligida pela pandemia da gripe espanhola, que infectou aproximadamente um quarto da população global, aproximadamente 500 milhões de pessoas, e segundo estimativas, entre 17 e 100 milhões de pessoas perderam suas vidas.

Até 20 de março de 2021, mais de 122 milhões de pessoas (quase a população do Japão em números absolutos) já foram infectadas pela COVID19, e o numero de mortes já passou de 2,7 milhões de pessoas no mundo (tamanho da população da Jamaica em números absolutos).

Além disso, até aqui a pandemia já levou a pobreza mais de 130 milhões de pessoas (população do México em números absolutos). A dívida pública global já se elevou em 15%, o que certamente afetará as futuras gerações, a sustentabilidade e o desenvolvimento das cidades, principalmente nos países menos desenvolvidos.

Na medida que o vírus se "aproxima de nossas portas", e quanto menos eficiente são as estratégias para para impedir o avanço da contaminação, maior é a tensão que toma conta das cidades. A COVID19 revelou o caos invisível que permanece impregnado no cerne da vida pós-moderna.

 

O CERNE DA VIDA PÓS-MODERNA

Deus continua fazendo história em meio a todo cenário caótico da pós-modernidade. É importante lembrar, que no pano de fundo da história bíblica, nós estamos no período chamado de redenção. A redenção consiste no ato de Deus redimir o homem através da Obra Perfeita de seu Filho. 

Somente o homem redimido, na relação com o próprio Cristo e por causa da Autoridade do Seu Nome, pode atuar na libertação da criação do seu cativeiro, pois a criação foi sujeita a vaidade e futilidade pelo homem sem Deus. A criação que fora criada para revelar a glória de Deus, começou a experimentar a degradação, por causa da administração do homem destituído da glória ao qual foi criado para manifestar (Rm 3.23).

Basicamente, "o Zeitgeist da Pós-modernidade", ou seja, o espírito do tempo pós-moderno, está ancorado sobre três grandes conceitos:

 

A PLURALIZAÇÃO QUE NOS FRAGILIZA

A sociedade pós moderna oferece ao homem mais possibilidades de escolha. Na pluralização de oportunidades, há uma infinidade de caminhos, para que os objetivos hedonistas do homem seja alcançados.

No hedonismo, a felicidade do homem tem primazia sobre sua própria vida. Na mitologia grega, Hedonê (filha de Eros e Psiqué) era a deusa do prazer. Por isso o Hedonismo também pode ser chamado o culto ao prazer. Na mitologia Romana a correspondente para Hedonê é a deusa Volúpia.

Por isso, há uma diluição dos valores morais e dos padrões de conduta. A opinião pessoal se torna a base moral da consciência. O indivíduo se torna a pessoa mais importante do universo, e o mais importante é o aqui e agora. Na Cosmovisão pluralizada, o homem se sente culpado quando não consegue alcançar seus objetivos, e sente-se irado quando precisa abrir mão de algum desejo pessoal, ou bem ao qual está apegado.

No mundo plural, a sociedade é regida pela opinião pública. É a mídia que legitima os valores e suprime os princípios fundamentais. Uma igreja imersa nesta mesma condição, se torna apenas mais uma opção para que o homem possa se sentir bem consigo mesmo. Ao invés de ser uma agente propositiva dos valores fundamentais para a vida em sociedade, ela se torna covalidadora e coparticipativa na perpetuação da cultura pós moderna.

 

A PRIVATIZAÇÃO NOS DESUMANIZA

As escolhas do homem são consideradas um assunto privado. Evita-se ou se dilui a tensão social ao se relativizar os valores morais. Aqui a sociedade estabelece que a vida privada, permite liberdade plena e senso de realização pessoal.

Se fragmentam os valores que sustentam o estado público. O homem senhor de si mesmo, a ninguém precisa prestar contas de sua conduta de vida. Com isto, as escolhas de um mundo plural se tornam de responsabilidade exclusiva do homem em sua privacidade, e este homem não se preocupa com os impactos de suas escolhas na vida do próximo. 

Na privatização, a vida em comunidade se torna de menor relevância, pois em comunidade o homem precisa aprender a que a  individualidade não consiste em viver para si, mas em servir ao outro a partir de nossas características individuais.

 

A SECULARIZAÇÃO NOS ALIENA DA VERDADE

Para o mundo secular a cultura religiosa é alienante, pois este não considera mais Igreja como uma agente capaz de agregar algo de valor para o desenvolvimento da sociedade. O mundo secularizado é idólatra, pois cultua o que é físico e material na medida em que é regida pelo consumo. Neste caso, até mesmo a Igreja começa a oferecer imagens concretas de Deus. Smith afirma que o templo da pós-modernidade é representado pelo shopping. E que este templo do capitalismo consumista carrega em seu interior todos os símbolos do culto pós-moderno.

"As práticas não flutuam na sociedade; pelo contrário, elas encontram expressão e articulação em locais e instituições concretos - que explicam também como e por que moldam efetivamente as pessoas de carne e osso. Não há práticas sem instituições. Em segundo lugar, há sempre um telos embutido nessas práticas e instituições. Isto é, há um elo íntimo e inextricável entre o telos para o qual estamos sendo orientados e as práticas que estão nos forjando nessa direção. As práticas carregam o telos." - James Smith

Neste tipo de cultura, o cristão secular (sic) defende o seu direito de escolha particular, estabelece critérios para decidir e agir segundo seus sentimentos,  busca no imediatismo a fuga de qualquer processo de sofrimento, e no materialismo um tipo de comprovação da aceitação de Deus. Timothy Keller afirma que em uma era secular "o sentido da vida, orientação e felicidade são entendidos e buscados na prosperidade econômica, no conforto material e na realização emocional do presente."

"Para que a transcendência, se as pessoas podem escolher coisas concretas entre opções múltiplas (pluralismo)? Assim, podem escolher aquilo que as agrada, as realiza e lhes faz bem (privatização). Elas definem seus valores com base naquilo que veem e vivenciam, no imediato, com prazer, sem subjetividades (secularização)." - Albert Friesen

 

O CHAMADO DE DEUS PARA SEU POVO

Abordamos até aqui os impactos do cenário pandêmico, bem como, apresentamos um breve panorama da cultura pós-moderna. Mas em um cenário de tantas mortes, de colapso sanitário, político e econômico, o que nós como Igreja estamos fazendo? E o que deveríamos estar fazendo? Neste ponto, o  livro de Levítico (em hebraico Vayikra - E Chamou) carrega uma importante mensagem, sobre a postura que como Igreja devemos ter neste tempo.

A raíz קרא qara’ que dá origem a expressão Vayikra traz o sentido de se dirigir a alguém ao encontrá-lo, significando também chamar para perto, no sentido de uma convocação. "E Adonai chamou Moisés e falou-lhe desde a tenda do encontro. Ele disse: Fale ao povo de Israel e diga-lhe" (Lv 1.1-2a). O primeiro versículo do livro começa com um chamado para um encontro. Moisés estava sendo convocado para ser apresentar ao Deus que estava o chamando para perto de Si mesmo.

O processo de chamar o homem, e do homem responder de maneira adequada ao chamado de Deus, sempre tem sua origem na pessoa de Deus e na sua relação propositiva com o próprio homem. Este processo nasce, se desenvolve e se completa no lugar chamado a "tenda do encontro", o lugar da presença e da habitação de Deus.

O livro do Êxodo (em hebraico Sh'mot - Nomes) termina com a narrativa de que no primeiro dia, do primeiro mês, do segundo ano, o Tabernáculo, ou a Tenda do Encontro, foi levantada no deserto, ocasião em que a Glória do Senhor encheu e  preencheu o Tabernáculo, a ponto de Moisés não conseguir entrar nele (Ex 40). Durante 50 dias os hebreus foram instruídos sobre a aliança pactual de Deus, a santidade da sua natureza, a vocação sacerdotal e a dinâmica da vida social.

"No vigésimo dia do segundo mês do segundo ano, a nuvem foi retirada de sobre o tabernáculo do testemunho, e povo de Israel moveu-se em estágios desde o deserto do Sinai (um lugar espinhoso). A nuvem parou sobre o deserto de Paran (um lugar de cavernas - a raíz da palavra significa embelezar, adornar, glorificar para si mesmo). - Nm 10.11-12

 

A PRIMEIRA INSTRUÇÃO: O PRINCÍPIO DO QORBAN NEUTRALIZA A INFLUÊNCIA DA PLURALIZAÇÃO NA CULTURA PÓS-MODERNA

A primeira instrução de Deus a Moisés é sobre o קרבן qorban, ou seja, sobre as ofertas que deveriam ser trazidas, e como elas deveriam ser apresentadas. Diferente das culturas pagãs, onde sacrifícios eram oferecidos para aplacar a ira e agradar aos deuses, o povo hebreu foi instruído que qorban estava relacionada sobre como deveriam se apresentar diante de um Deus que estava perto. A oferta era para honrar a Presença, que permanecia entre o povo, sobre o lugar da sua habitação.

Outro aspecto importante, é que havia a exigência de um mediador entre o ofertante e Deus. Havia um padrão para a oferta, e um padrão sobre como a mesma deveria ser apresentada. Apesar de haver vários tipos de ofertas e instruções específicas sobre cada uma, a oferta sempre oferecida por intermédio do sacerdote. O fato de sermos sacerdotes com características individuais e funcionamentos plurais, não elimina o fato de precisarmos do mesmo e ÚNICO intermediário ou mediador, Cristo, o nosso Sumo Sacerdote (Hb 10).

Achegando-vos a Ele, a Pedra Viva, rejeitada pela humanidade, mas eleita e preciosa para Deus, vós também, como pedras vivas, sois edificados como Casa espiritual, com o propósito de serdes sacerdócio santo, oferecendo sacrifícios espirituais aceitáveis a Deus, por meio de Jesus Cristo. - 1Pe 2.4-5

Pois somente em Cristo habita corporalmente toda a plenitude de Deus. - Col 2:9 

Dentro desta instrução, ainda havia a oferta pela expiação da culpa por causa da ofensa (Lv 4.1-32). A antropóloga Ruth Benedict, afirma que enquanto a cultura da vergonha está relacionada com a preocupação com a imagem pública, a cultura da culpa está relacionada com a preocupação a respeito da verdade sobre si mesmo diante de Deus. Enquanto na cultura da vergonha, somos instigados a preservar a nossa imagem pública para nos sentirmos bem, na cultura da culpa, nos ocupamos em restaurar a paz em nossa relação com Deus e com o próximo.

Acreditamos que estas primeiras instruções de Moisés possuem um cunho didático e terapêutico, que nos capacita para entendermos como neutralizar a influencia da pluralização na cultura pós-moderna. Enquanto nela a finalidade é que o homem esteja bem consigo mesmo, fazendo o que deseja, da maneira que deseja, nas instruções de Deus a Moisés, somos  chamados para permanecermos em paz com Ele, fazendo o que Ele deseja, da maneira que Ele deseja, para que a proximidade da relação íntima entre ambos seja preservada.

 

A SEGUNDA INSTRUÇÃO: A NATUREZA DA SANTIDADE NEUTRALIZA A INFLUÊNCIA DA PRIVATIZAÇÃO NA CULTURA PÓS-MODERNA.

A santidade está relacionada a natureza de Deus. A palavra santo קדוש qadowsh, em sua raiz também significa ser separado, ser colocado a parte, ser honrado, ser tratado como sagrado.

F.F. Bruce nos afirma que "Israel pode cumprir sua vocação, agora que o tabernáculo está completo, e se tornar um reino de sacerdotes e uma nação santa (Ex 19.6)". Bruce ainda continua nos apontando que a santidade é uma chave para a compreensão do livro.

"Sejam santos para mim, pois eu, Adonai, sou santo; e os separei dos outros povos para pertencerem a mim" - (Lv 20.26).

Nas palavras do Rabino Dan Ben Avraham, a santidade não envolve uma perspectiva moralista e legalista, mas de pertencimento e representatividade da santidade do próprio Deus para que no aspecto moral, o homem conduza sua vida segundo os desígnios de Deus.

Vayikra, Rashi está nos dizendo, significa ser chamado para uma tarefa no amor . Esta é a fonte de uma das ideias-chave do pensamento ocidental, a saber, o conceito de vocação ou vocação , ou seja, a escolha de uma carreira ou estilo de vida não apenas porque você deseja fazê-lo, ou porque oferece certas benefícios, mas porque você se sente convocado para isso. Você sente que este é o seu significado e missão na vida. É para isso que você foi colocado na Terra.Porque o livro de Vayikra é sobre sacrifícios, e uma vocação é sobre sacrifícios. Estamos dispostos a fazer sacrifícios quando sentimos que eles fazem parte da tarefa que somos chamados a fazer (...) significa ser chamado para uma tarefa no amor . - Jonathan Sacks

Enquanto na privatização se ressalta a individualidade egocêntrica do ambiente privado, onde se estabelece as próprias regras e se relativiza os códigos de conduta públicos, a santidade trata da preservação de uma relação intimamente pública. Deus é Santo, e revela sua natureza santa na sua relação de amor com sua criação e com o homem criado a sua imagem e semelhança.

Por isso, o sacerdócio não é uma prerrogativa da individualidade egocêntrica e solitária, mas é a constituição de um corpo de ministros governantes, chamado de reino sacerdotal. Este corpo não é auto suficiente, mas é sustentado na unidade com Cristo, aquele que é o Cabeça da Igreja, ou seja, o Sumo Sacerdote sobre a casa de Deus.

Por causa da santidade da relação com Deus através de Cristo, os sacerdotes são separados para viver a vida de Deus, à maneira de Deus. Nesta pratica, se entende como neutralizar a influência da privatização na sociedade pós-moderna.

 

A TERCEIRA INSTRUÇÃO: A LEGISLAÇÃO BÍBLICA PARA A SOCIEDADE NEUTRALIZA A INFLUÊNCIA DA  SECULARIZAÇÃO NA CULTURA PÓS-MODERNA

"Não é a igreja que perdeu o poder de aconselhar pessoas. Ela aconselha, mas as pessoas não aceitam mas esses conselhos, porque não acreditam mais na transcendência. Elas praticamente não aceitam mais Deus, que é quem nos dá normas a partir da própria criação. Deus fez o mundo com sabedoria, mas as pessoas deixaram de fazer essa leitura do mundo. O mundo é visto como uma razão matemática e não mais filosófica e muito menos teológica. Essa é a tendência do mundo de hoje." - Dom Aloísio Lorscheider.

Parafraseando Mark Beliles, ainda que por causa dos limites de jurisdição e autoridade delegada por Deus, haja uma separação  entre igreja e estado, não há uma separação entre Deus e estado, porque Deus é Senhor sobre tudo. O papel da igreja não é tomar para si as prerrogativas do estado, se tornando um novo modelo de estado tirano, mas é ser a agente de ensino sobre os princípios de Deus para o governo do estado.

Em Levítico é introduzida a legislação definitiva para que os princípios humanitários [inculcados em Deuteronômio] sejam colocados em prática (...) Sempre que essa consciência social está em evidência, a santidade acarreta muito mais do que pureza ritual." - F.F. Bruce

Timothy Keller nos ensina que nos dias da Igreja Primitiva, todas as cidades do mundo passaram a ser alvos principais da missão de Deus. Por isso em "Atos a igreja é quase exclusivamente associada a cidade". Paulo viajou a Atenas (centro intelectual), Corinto (centro comercial), Éfeso (centro religioso) e Roma (centro político e militar). John Stott afirma que: "Paulo parece ter deliberadamente adotado a política de seguir de uma cidade estratégica para outra de forma resoluta".

Por isso, o papel da igreja consiste em preparar os santos para a obra do ministério. Estes não estão restritos a jurisdição eclesiástica, porque são plantados por Deus em todas as esferas de jurisdição. Nestes lugares, a vocação sacerdotal se manifesta através da multiforme sabedoria de Deus, para testemunho da pessoa e da obra do Filho, até que todas as esferas estejam sujeitas a Ele, para que enfim, Ele sujeite ao Pai todas as coisas. No ambiente público de uma cultura secular, os sacerdotes que ministram perante Deus, são enviados em missão, como despenseiros das dádivas de Deus aos homens. É justamente o desenvolvimento do princípios bíblicos no ambiente secular, que se contrapõe ao avanço da secularização no contexto da igreja.

 

CONCLUSÃO

Há uma nova ordem emergindo na medida que Deus abala a presente ordem (Hb 12.26). Esta ordem chamada Reino Inabalável se estenderá sobre toda a terra. Enquanto na presente era, o homem luta para perpetuar uma sociedade que o salve de Deus, nas palavras de George Ladd, o século futuro se torna acessível no presente, para que o homem o experimente em parte (Hb 4.3), pois o dom celestial, a vocação celestial e a cidade de nosso Deus é a meta final de Deus para sua comunidade, que através da salvação por meio de seu Filho, se aproxima Dele e entra no santuário celestial para lhe oferecer sacrifícios espirituais.

Levítico trata das funções sacerdotais de um povo santo de natureza sacerdotal. Por isso, precisamos ser humildes para responder ao chamado e aceitarmos suas implicações. Precisamos estar unidos ao que Nos chama, para que possamos cumprir as prerrogativas do chamado. Precisamos da sabedoria daquele que é a Palavra Viva, para desenvolvermos um chamado eterno em meio a temporalidade e contemporaneidade da vida.

Sacerdócio é mais do que um simples ministério, é a razão de nossa existência. Envolve serviço em humildade, e sabedoria a partir da natureza de Deus, que nos toma para Si. Aquele que nos chama para uma relação pactual, nos separa para Si Mesmo. Somente permanecendo em Deus, somos capazes de servir em amor sacrificial as famílias da terra.

O Deus invisível, encarnando na Pessoa do Filho, é aquele que transforma uma simples matéria em algo inspirador, que promove bem o bem, e que eleva a compreensão dos seus atributos eternamente invisíveis e visíveis de Sua própria pessoa para toda a humanidade.

“Eis, no entanto, a Aliança que celebrarei com a comunidade de Israel passados aqueles dias”, afirma o SENHOR: “Registrarei o conteúdo da minha Torá, Lei, na mente deles e a escreverei no mais íntimo dos seus sentimentos: seus corações. Assim, serei de fato o Deus deles e eles serão o meu povo! - Jer 31:33

O Eterno está no chamando para perto! Em tempos de perdas familiares e de limitações financeiras, conforme as palavras de Arthur G. Clarke, Ele está nos chamando para nos apresentarmos diante Dele com sacrifícios espirituais, através de louvores de lábios santificados, através de nossos corpos oferecidos como um sacrifício vivo e incondicional, e através de nossas possessões, não mais com uma medida de sobra ou de abundância, mas como uma quantidade que expressa nossa medida de amor para com Ele.

Em tempos de muitas distrações, isolamento e restrição social, que possamos juntos vivenciar a experiência transcendente do "E chamou", para que possamos nos aproximar Dele para conhecê-lo intimamente. Em tempos de luto, Ele está nos chamando para celebrarmos a sua vida. Em tempos de incertezas, Ele está nos chamando para entrarmos no Seu Descanso.

Como sacerdotes, devemos distinguir entre o modo como Deus originalmente criou o mundo, e o modo como o mundo deformado e desfigurado pelo pecado, será transformado em novos céus e nova terra. Como sacerdotes, somos responsáveis por desenvolver em nosso tempo, protótipos de esperança, que apontam para Ordem do Reino de Deus que se estenderá sobre toda a terra.

 

Vamos juntos?

 

REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

  • Brinca, Anderson; Beliles, Mark; McDowell, Stephen . Sentinelas nas Muralhas. Editor Manuel Rodrigo Tapia. Tradução Rawlinson Rangel. Instituto e Publicações Transforma, 2014. Curitiba/ Pr.
  • Bruce, F.F. Comentário Bíblico NVI: Antigo e Novo Testamento. Tradução Valdemar Kroker - São Paulo: Editora Vida Nova, 2009.
  • Friesen, Albert. Teologia Bíblica Pastoral na Pós-Modernidade. Curitiba: Intersaberes, 2016.
  • Glarke, Arthur G. Princípios da Igreja em o Novo Testamento. Osasco: O Mensageiro Semeador.
  • Keller, Timothy. A Igreja Centrada: desenvolvendo em sua cidade um ministério equilibrado e centrado no evangelho. Tradução: Eulália P. Kregness - São Paulo, Vida Nova: 2014
  • Keller, Timothy. Deus na Era Secular: como os céticos podem encontrar sentido no cristianismo. Tradução Juracy Bravo. São Paulo, SP. Vida Nova, 2018.
  • Pearcey, Nancy. Verdade Absoluta: Libertando o Cristianismo de seu Cativeiro Cultural. Tradução de Luis Aron - Rio de Janeiro: CPAD, 2011.
  • Smith, James K.A. Desejando o Reino: Culto, Cosmovisão e Formação Cultural. Tradução de A.G. Mendes - São Paulo: Vida Nova, 2018

 

Religião

MOB Collab
Marcelo Souza
Marcelo Souza Seguir

Natural de Curitiba, é casado com Zélia e pai da Júlia. Pastor na Missão Mobilização, Founder da Illumine, Presidente da Acridas, mentor e conselheiro de empresários e líderes nas áreas corporativa, pública e eclesiástica.

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