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A importância do calendário litúrgico para igreja

A importância do calendário litúrgico para igreja


O calendário

Com toda certeza você já deve ter feito esse questionamento. Será que Jesus tinha um calendário? Quando falamos sobre um calendário, falamos sobre marcos específicos que determinam um ciclo. Bom eu gostaria de ressaltar com vocês a importância do calendário litúrgico cristão.

Sabe por que eu gostaria de ressaltar isso com vocês? Porque muitos de nós viemos de contextos carismáticos/pentecostais, e quase sempre nesse meio, não se é cultivado ou tem-se o hábito de se estudar o calendário litúrgico.

“Toda tradição é o que perpetua um legado.”

Quando falamos sobre calendário litúrgico, precisamos nos desprender do preconceito, de que esta prática é restrita a Igreja Católica Romana, ou aos Metodistas, Luteranos e tantas outras Igrejas. A tradição do calendário cristão pertence ao católico no sentido universal da palavra. Observar o calendário e suas leituras, nos empurra para um lugar de disciplina e devoção, conhecendo mais as escrituras e rompendo com paradigmas dos nossos textos favoritos.
 

A origem

Por volta do século IV e V, os cristãos sentiram a necessidade de contar o tempo celebrando o evangelho o ano todo. Todo ser humano é uma criatura do tempo, ninguém vive fora do tempo. O tempo é contato a partir de marcos e acontecimentos na história. Essa necessidade dos cristãos, os levou a substituir calendários pagãos por um calendário que contasse o tempo a partir da vida e obra de Jesus Cristo, encaixando o nascimento, morte, ascensão e a vinda do Espírito Santo. Com base nesse calendário, a vida espiritual e devocional começou a girar em torno dessas celebrações especiais. A origem do calendário como um fim didático, foi desenvolvido pela igreja, buscando desta forma, trazer de forma integral a mensagem do evangelho.

 

A divisão  

O calendário litúrgico consiste em três tempos (Natal, Páscoa e o tempo comum), e cada tempo é dividido em três etapas.  Em cada tempo temos uma divisão de três etapas: Dentro do Natal temos o Advento, o Natal e a Epifania.

Advento – É o período que antecede o Natal, é um tempo de preparação e expectativa a espera do nascimento de Jesus. Somos ensinados nesse período, a aguardar e meditar na promessa da manifestação do nosso redentor. O ano começa no primeiro domingo do advento. Ele é contado por 4 domingos que antecedem o Natal (25 de dezembro);

Epifania – Epifania é a manifestação, o aparecimento. Esse período remete as manifestações, aparições de Cristo após o seu nascimento. E a revelação dele a todos os povos.

Dentro da Páscoa temos: Quaresma, Domingo de Ramos e Páscoa, a Ressurreição e Ascensão.

Quaresma – Um dos principais mitos que precisamos desmistificar a respeito da Quaresma, é que ela é algo exclusivo do catolicismo romano. Ela é sim algo do católico, mas no sentido universal. Precisamos entender esse grande tesouro como coisa do cristão, e não somente como uma prática católica/romana. Estamos falando sobre algo antigo, com mais de 2000 anos de existência. Quaresma é um tempo de preparação da igreja, para se caminhar com Cristo em direção a Jerusalém e a  crucificação, que tem o seu clímax na semana santa e no domingo de ramos.

Domingo de Ramos - O domingo de Ramos é celebrado no domingo que antecede a Páscoa. A festa comemora a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém. A celebração do Domingo de Ramos é um reconhecimento de que Jesus é o filho de Deus. (Jo12.12-19)

Páscoa - A Páscoa é uma das mais importantes celebrações na tradição cristã. Ela nos relembra a crucificação e a obra expiatória de Cristo, em nosso favor e a sua gloriosa Ressurreição. A primeira Páscoa da história é relatada no livro de Êxodo. O significado da Páscoa é uma porta que se abre para salvação, a morte de um justo que provê vida e redenção do opobrio da escravidão. Páscoa é crucificação, morte e ressurreição.

No tempo comum ou tempo ordinário, somos convidados a meditação do cotidiano da vida, pensarmos como estamos conduzindo a nossa vida pessoal, como tem sido o nosso testemunho à respeito do Cristo. Também é um tempo de crescimento e amadurecimento, onde somos chamados a nos aprofundar no mistério de Cristo. A vida comum no tempo comum, não torna nossa vida comum, seguimos ao Cristo ressurrecto e rei do universo, e esse fator nunca deixará a vida sendo comum!
 

Objetivo

O objetivo do calendário é nos levar a pensar, e viver cheios de esperança na volta do nosso Senhor, servindo como uma ferramenta pedagógica e testemunhando a integralidade do evangelho. Tudo isso será determinante para vivermos os dias presentes, tendo uma expectativa do que está por vir.

Cada evento no ano litúrgico, serve como ancoras e marcos na formação da vida cristã.  A unidade na forma de culto, não tem a ver com conformidade, mas sim com utilidade no ensino. Por isso acredito na pedagogia do calendário litúrgico.

Não devemos fugir da “liturgia”. Se não abraçarmos as antigas e bíblicas práticas litúrgicas, corremos o risco de criar a nossa nova forma litúrgica, e a determinamos sendo o “culto correto”, pensando que somos os melhores, logo, menosprezamos os outros irmãos que chamamos de religiosos.

O culto é o coração do Discipulado" – James Smith – O estudo e a memorização das escrituras são importantes, mas os ritos comunitários formam a imaginação. Para desejarmos o que Deus deseja, temos que carregar no nosso corpo essa imaginação.

Religião

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