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Construindo Lugares Seguros contra a Violência Intrafamiliar

Construindo Lugares Seguros contra a Violência Intrafamiliar

De acordo com dados de vários órgãos oficiais, a maioria dos abusos contra crianças e adolescentes acontecem por pessoas conhecidas, ou seja, de dentro de suas próprias casas. No caso do abuso sexual, 80% ocorrem por pessoas do ambiente intrafamiliar, além do abuso físico e, consequentemente, o psicológico.

Neste período de confinamento, restrições de movimento, limites financeiros, com sentimentos de insegurança, o índice de abusos domésticos tem aumentado assustadoramente, por a maioria se encontrar em casa e infelizmente não aprenderam a conviver saudavelmente.

De acordo com dados do disque 180, aumentou neste período em 9% as denúncias. Mas elas representam apenas uma minoria da realidade, pois quem deveria proteger a criança, que é em sua maioria o(a) abusador(a), ocorrendo a negligência, a conivência, na maioria das vezes ocorre a lei do silêncio na vizinhança, assim a criança se encontra totalmente vulnerável e desprotegida.

A resposta, neste sentido, está dentro da criança, como protagonista de construir um lugar seguro, e como ela pode fazer isto?

Primeiramente, a criança tem de ter a consciência que o que está acontecendo com ela é abuso doméstico. Hoje a maioria das pessoas tem celular e assim poderá fazer uma denúncia no disque 100. A ajuda, por vezes, demorará para vir, mas enquanto isso, seria importante se encontrasse uma pessoa de confiança para relatar o acontecido e pedir ajuda.

O brincar também pode ser uma ferramenta como proteção, um veículo de transformação ao ser criativo, abrindo espaço de cura, ressignificando as experiências e  possibilita um nível de comunicação, criando espaço de mudança cultural e familiar.

É importante que a criança não se sinta culpada com o que fizeram com ela, pois muitas vezes o(a) abusador(a) a manipula, a ameaça, culpando-a de ter-lhe seduzido, e a criança mesmo sente culpa por ter, por vezes, sentido prazer na hora do abuso sexual, culpa em não reagir, culpa por não dizer não, são vários sentimentos confusos que ela sente.

Deus não pode interferir no livre arbítrio que deu ao homem, mas pode confortar e dar o suporte e o amor que fortalece o ser humano em todas as situações. Pois, Jesus mesmo falou: “Então disse Jesus: Deixem vir a mim as crianças e não as impeçam; pois, o Reino dos céus pertence aos que são semelhantes a elas.” (Mateus 19:14)

Elas têm um lugar especial,  são as queridinhas de Deus, que nunca as desamparará. As crianças podem desabafar e pedir socorro para Deus. No processo de cura e de resiliência, é essencial que se tenha alguém para falar, além de tomar consciência que são amadas pelo Criador de todas as coisas, adquirindo o senso de pertencer a Deus, fortalecendo-se assim contra o trauma. O exercício da fé  é um recurso eficaz para a superação de situações difíceis, sendo tanto uma medida preventiva contra a formação de traumas quanto uma ferramenta de enfrentamento.

Mas a justiça de Deus acontece uma hora ou outra: “Quem recebe uma destas crianças em meu nome, está me recebendo. Mas se alguém fizer tropeçar um destes pequeninos que creem em mim, melhor lhe seria amarrar uma pedra de moinho no pescoço e se afogar nas profundezas do mar.”  (Mateus 18:5,6)

É importante que as crianças não reproduzam esta violência que aconteceu com ela, quebrem este ciclo da violência, tentem se fortalecer, saibam o limite,  criando a autoconfiança, a fé, a inteligência emocional, aceitando que a mudança é algo essencial para a vida. É essencial aliviar-se com coisas que gosta de fazer, estabelecer pequenas metas alcançáveis, não ter medo de tomar decisões e cultivar visão positiva de si mesmo.

Quer saber mais sobre como construir um lugar seguro para crianças e adolescentes? Visite o site lugarseguro.org e descubra como você pode se juntar a nós.

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