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Sobre o Tempo - Perspectivas Individuais e Coletivas.

Sobre o Tempo - Perspectivas Individuais e Coletivas.

 

Sim! Há tempo para todas as coisas debaixo do ceú… "de nascer, de morrer, de plantar de arrancar… de guerra e de paz". Esta descrição do texto de Eclesiastes parece tratar também de coisas da vida de indivíduos comuns. Mas viver entendendo isso não é uma tarefa tão simples, e o “experimentado” e por isso sábio homem deste livro deixou instruções valiosíssimas. E uma delas foi para os jovens aproveitarem bem a mocidade, tendo a ciência de que a conta deste tempo virá. 

Cabe rememorar o nome de pessoas que marcaram sua época e mudaram a história de muitos: Luther King, Moisés, Madre Tereza, Lutero e outros. Eles tiveram uma primeira ação individual que agregou pessoas e gerou um bem coletivo. Houve outros que marcaram em coisas ruins também. Foram histórias que influenciaram nas leis, na cultura, no modo de vida, nas relações, elas revolucionaram trazendo mudanças como a Reforma Protestante de Lutero em 1517, por exemplo, e o triste evento de Guerras Mundiais em 1914 e 1939. Os bons  ocorridos são de fato nobre demais, altruístas, heroicos, assim como quando vemos a história da humanidade. Porém, a parte prática da história requer muita generosidade, humildade, submissão, entrega, esforço e amor pela causa, atitudes nada fáceis.

Algo intrigante nesses ocorridos históricos é que, após um longo tempo geracional, movimentos para transformação social e movimentos macros bem estruturados que direcionam para guerras tentam novamente acontecer. A pergunta é: por que houve a segunda, e por que pode haver a terceira guerra? O que pode ser percebido é que, neste espaço de tempo, não damos sequência de maneira sábia e estratégica na busca pela permanência da paz. Com o tempo, outras coisas tomam o lugar especial na vida social, outras histórias se constroem, e nos esquecemos, enfim, as causas das guerras, incorrendo ciclicamente na mesma vulnerabilidade.

A partir deste pensamento, é fácil lembrar da história dos judeus e sua trajetória do Egito a Israel, nas etapas do projeto do Eterno. Eles experimentavam provisões milagrosas que os incentivava a prosseguir, eles erravam e eram admoestados, e o mais interessante: eles eram relembrados de sua história, marcos e leis, a fim de que, mesmo mudando a geração, o propósito macro se concretizasse. Uma maestria de Deus, que tem o tempo nas mãos!

E é esta a diferença da gestão do homem em relação à gestão de Deus. A nossa cultura ocidental, por exemplo, é pouco, muito pouco preventiva. A maioria dos homens  que representam “grandes” causas, governo, projetos e etc, não pensam a longo prazo,  não fazem a manutenção para a paz, não sabem dar sequência, tampouco passar o bastão, (claro, nisso tudo existe a motivação, o crivo pessoal e interesses). 

 

O grande desafio

A política é um exemplo, onde a cada mudança de governo, altera-se todo um projeto e grupo. Em empresas, também ocorre o mesmo. E essas ações só revelam a quem estavam servindo, no caso, não a um projeto para o bem de todos, mas para o nome de alguns. Este recorrente erro atrasa o bem coletivo. Por isso, é importante que todas e cada nova geração, siga a instrução estrutural bíblica. Para Moisés, foi difícil saber que não ia além no projeto de conduzir o povo até a terra prometida, e até insistiu para ir, contudo obedeceu.

Eis aqui o grande desafio: passar o bastão! Não nos preparamos para absorver, na prática, os conselhos deixados pelo sábio em Eclesiastes, quando diz que há tempo para todas as coisas, quando orienta a lembrar do Criador na juventude, onde temos vigor; não atentamos pedagogicamente ao texto sobre a ceifa e os ceifeiros, onde um semeia e o outro colhe, e ambos se alegram (Jo 4: 35-38). Mistificamos exageradamente, por imprudência, e quando chega o tempo de somente observar a colheita, corremos o risco de fazer o que já não está mais no nosso tempo.

Por isso a importância de rememorar a história, que traz consigo um projeto macro, com indivíduos designados, cada um a seu tempo e serviço. Ressalta-se ainda aqui o tempo de transição, onde o que vai dar continuidade precisa entender todo o projeto, ouvir o mais experiente e executar o plano com toda sua força e inteligência, aprimorando e agregando estratégias a seu tempo, sem perder os princípios.

A estes pensamentos, cabe uma observação honesta, a fim de preparo para o tempo de abraçar e afastar, rir e chorar, buscar e perder, tempo de guerra e tempo de paz e então o tempo de entregar, compartilhar a outros para que haja continuidade. Algumas ações preventivas não serão possíveis, mas é preciso antever as que são.  É preciso prepararmo-nos para a velhice, aproveitarmos bem a mocidade, ensinando a próxima geração a fazer o que cabe a ela e assim passar o  bastão com sabedoria.  Obviamente, outros planos virão enquanto estivermos vivos, mas é importante discernir o tempo de deixar o outro fazer o que não nos cabe mais.

O Dono do tempo nos concederá a graça necessária para a organização necessária!

 


Quer saber mais a respeito do que tratei no texto e conversar um pouco mais, entre em contato comigo pelo e-mail: deleiavital@gmail.com. Será um prazer conhecer você, saber mais sobre o seu cenário, objetivos e desafios. 

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