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Como ajudar meu filho nos estudos em casa?

Como ajudar meu filho nos estudos em casa?

Compreendendo essa fase em que as escolas estão fechadas, tornando o ambiente doméstico a sala de aula das crianças, e percebendo algumas dificuldades dos pais em assumir a função de responsabilidade na formação e aprendizagem de seus filhos, ajudando-os com os estudos, elaborei, com a ajuda e a colaboração de algumas pedagogas e profissionais da Educação, algumas dicas e sugestões para ajudar os pais nesse tempo.

Antes de tudo, quero dizer que estamos cientes que cada família tem lidado com isso como pode. Nem todas possuem a mesma situação socioeconômica, infraestrutura, composição familiar, rotina, número de filhos, compreensão dos pais sobre o conteúdo, e todos esses fatores influenciam o processo de aprendizagem.

Sendo assim, a elaboração dessas dicas consiste no pensamento do que é melhor para a criança de forma geral, e que nem todas as sugestões serão efetivas para todas, pois cada criança possui suas especificidades. Então, pais, sintam-se livres para ler e se apropriarem do que for possível e benéfico para vocês e seus filhos. Não é um caminho fácil, eu sei, mas estas dicas podem ajudar:

1- Tenha um horário fixo que faça parte da sua rotina diária. Exemplo: todos os dias, às 13 horas. Isso organiza a mente da criança e faz com que ela esteja nessa rotina como era no período que ia à escola;

2- Antecipe ao seu filho qual será esse horário;

3- Sempre que possível, prepare os materiais que serão utilizados previamente. Exemplo: caderno, penal, lápis, lápis de cor, cola, borracha, tesoura, canetinha, computador, carregador, fone, etc. Isso previne um pouco a dispersão e a interrupção durante o tempo de estudo.

4-  Não se refira a esse momento como algo ruim, chato ou como um peso. A criança sente isso e vai internalizar para si da mesma forma;

5- Dentro do possível, que esse seja um momento tranquilo, e que os pais possam instigar e animar esse tempo de estudos como um momento bom e positivo para a criança;

6- Nos momentos de explicação, utilize palavras simples e objetivas. Fale devagar;

7- Lembre que a criança não aprende instantaneamente, ela tem o próprio tempo para receber a informação, processar, para depois entender;

8- Cada criança aprende de um jeito. Às vezes, é necessário explicar mais de uma vez, perguntar se tem dúvidas, repetir a mesma coisa, só que de forma diferente. Algumas crianças entendem melhor o conceito quando relacionados a algo prático e que elas conseguem imaginar;

9- Reforço positivo, otimismo. Pense em palavras positivas e elogie quando a criança consegue fazer ou entender. Use frases como: “isso mesmo, viu como você se esforça?”; “parabéns!”; “vamos, se esforce um pouco mais, está quase conseguindo!”; “olha, está ficando muito bom, eu sei que você consegue!”; “olha aqui, você quase acertou, o que será que podemos arrumar ou melhorar?”;

10- Evite palavras negativas e não utilize de palavras que podem diminuí-la  ou inferiorizá-la intelectualmente. Exemplo: gritar; chamar de burro; dizer que ela não consegue; reclamar que ela não entende; usar um desaforado “desisto!”; ou demais expressões de desapontamento e decepção;

11- Cada criança possui um tempo de duração da concentração, quanto menor a criança, menor o tempo de concentração. Programe o tempo de estudo considerando esse fato;

12-  A depender da criança, acompanhe a resolução da atividade e mostre como ela pode melhorar;

13- Se a criança estiver inquieta ou dispersa, antecipe quantas atividades faltam ou que quando terminar “tal” atividade, terá concluído as lições do dia e poderá aproveitar o tempo livre;

14- Às vezes, é preciso relembrar: “cumprir primeiro o dever e, depois, poderá brincar!”;

15- Demonstrre empatia, diga que você sabe que é difícil não estar na escola com os amigos e professores, mas que é preciso se esforçar, e que logo isso vai passar;

16- Quando a criança não souber por onde começar, ajude-a a criar hipóteses e faça perguntas sugestivas. Também é possível mostrar o ponto de partida, para que ela prossiga e consiga fazer toda a tarefa;

17- Não dê respostas prontas, possibilite que ela pesquise e instigue-a a isto;

18- Faça o exemplo da atividade, como demonstração, para que a criança  entenda e faça os outros;

Por fim, dedique-se o melhor que puder, mas não se cobre mais do que deveria. E, qualquer dúvida, estamos à disposição.

 


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Educação

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Juliane Alves
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Membro da Missão Mobilização - cwb Mestranda em Educação e formada em Pedagogia pela UFPR. Atuando há 9 anos em instituição de ensino particular, com especialidade em educação especial.

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